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CORINTHIANS x Portuguesa – Fiel até debaixo d’água!

Inicio da partida no Pacembu

Início da partida no Pacembu

Depois de (tentar) ler alguns posts sobre o jogo de hoje,de jornalistas cheios de pompa, chego à conclusão de que uma boa análise vem mesmo da arquibancada. E hoje foi um daqueles dias que só sabe quem estava lá. E sim, é possível fazer comentários do jogo sem criticar a Federação, o Corinthians ou a Portuguesa.

Tenho de fazer um esforço para lembrar do começo do jogo, quase seis horas atrás. Sei que gostei do Elias e, pasmem, do Souza que trouxe perigo ao gol adversário. Boquita não deve começar jogando. E, Jorge Henrique melhorou o rendimento do ataque, apesar de achar que não devíamos jogar sem o Otacílio.

Estádio cheio, apesar dos preços. E segundo tempo que prometia uma melhora Alvinegra. Aí veio o intervalo.

Enquanto meninas rebolavam no meio de campo, o mundo CAIU. Choveu tanto que eu mal enxergava o Tobogã. E, ainda assim, as meninas rebolavam. Quando o trio de arbitragem subiu, estava mais do que evidente que não daria pra recomeçar o jogo, não naquela hora. Parecia um lamaçal e, com o time em campo, confesso que ouvi vinte e seis mil pessoas darem risada da presepada que o jogo virou. Aí, o excelente árbitro, que já tinha esquecido o apito em casa, decidiu paralisar o jogo.

Chuva!

Chuva!

Nós, fiéis torcedores, tomávamos a mesma chuva ali na arquibancada. Assistimos os refletores apagarem, o placar desligar e todas as pessoas em campo, uma a uma, descerem para o vestiário. Na chuva. Mas e aí, vamos embora? Eu li que mais da metade da torcida corinthiana deixou o estádio. Pera lá!!!

O que eu vi foi mais da metade da torcida ficar no estádio, mesmo com aquele temporal, mesmo com os refletores apagados, mesmo com frio, mesmo sendo mandados embora, mesmo com nenhuma alma viva em campo, mesmo com uma hora de paralisação e ninguém mandar um sinal de fumaça. O torcedor, amigos, ficou no Estádio sem saber se ia ter jogo, sem saber se ia torcer ou não, sem saber o que ia acontecer. O torcedor ficou no estádio.

Fiel se esconde da chuva

Dito isso, os times voltaram a campo, tiveram de aquecer novamente e, convenhamos, não posso pegar no pé de ninguém, exceto Souza, pelo futebol apresentado. Certo é que nosso centroavante esgotou a paciência da torcida. O zagueiro Jean falhou, embora tenha feito um bom primeiro tempo. E, caros amigos, OTÁCILIO NETO, vulgo franga desvairada, É TITULAR!!!

Não acho que jogamos mal, não acho que a chuva é desculpa para jogador ruim, mas gerou sim uma queda do desempenho do time. Apesar de que a torcida continuou no Estádio, continuou empurrando e, esse sim deveria ser o destaque de todo e qualquer ser humano que decida comentar essa partida. A nossa torcida não tem igual!

Depois da chuva

Depois da chuva

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O preço de não ter Estádio

Eu tive de esperar algumas horas para falar desse assunto, pois estava tão irritada que não conseguia achar alguém em quem colocar a culpa, ou alguma desculpa esfarrapada para dar. Aliás, ainda não achei, talvez porque não tenha mesmo.

Nós, Corinthianos de fé, que comparecemos ao Estádio acompanhar a sofrível campanha de 2007, alguns de nós – e me incluo nessa – fomos a TODO SANTO jogo da Série B, e em treinos, apresentações, Copinha, chuva e sol, pagamos preços altíssimos nos ingressos, nos tornamos Fiéis Torcedores… e PASMEM, não poderemos presenciar os momentos que mais esperamos: os clássicos.

Como assim jogar O JOGO do campeonato lá na … naquela distância?!?! Jogar clássico no Morumbi com 10% pra nossa torcida? E não me venha com a bela atenuante de que jogaremos contra o Santos no Pacaembu. Diga-se de passagem, CEDEREMOS GENTILMENTE o tobogã para os peixes mortos no Pacaembu. Corinthians Grande, sempre Altaneiro, cade o seu Estádio???

Não vou entrar no mérito, não quero um post político. É só mais um dos meus desabafos. Com as mãos totalmente atadas, não podemos nem reclamar. Lá vamos nós, Fiel Torcida, atravessar a cidade para ser menor número, mas não menor apoio, e JAMAIS  menor amor! Lá vamos nós, Corinthianos amigos, atravessar o Estado, chegar cansados, pra comemorar a vitória mais gostosa que existe.

Enquanto isso, é bom alguém providenciar um estádio!

Ganhar (d)o Paulista

No jogo de hoje espero a vitória, é claro. Sempre de goleada. Mas já penso que a derrota não será tão inaceitável como antes. O time está bem desfigurado e jogaremos, de novo, com alguns reservas dos reservas. Pelo menos, o jogo é fora, é tarde e o líder da tabela não joga.

Por outro lado, esses mesmos elementos que serão usados como atenuantes, caso o time perca (sai zica), são aqueles que darão um toque especial a nossa vitória. Podemos permanecer líderes até, pelo menos, domingo às 17 horas, mais especificamente, no joguinho entre porcos e peixes. Mas aí já é uma outra história.

O adversário é o Paulista e o jogo será em Jundiaí. No campeonato, ganhou duas (Noroeste e Guaratinguetá) e perdeu duas (Mogi Mirim e Ponte Preta). Está na oitava posição e vem de goleada. Não sei muito mais do que isso.

Em outras palavras: mesmo aceitável, uma derrota para o glorioso Paulista não será nada bem vinda. E que o time pseudo-titular mostre o que está por vir. Ganhar do Paulista para ganhar o Paulista. Vai, Corinthians!