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Paulista x CORINTHIANS – Chicão, ê ô! Chicão, ê ô!

Chicão, eu te amo!

Chicão, eu te amo!

Grande vitória do Coringão, meu povo! A virada da virada foi com cara de Corinthians e, mais uma vez, mostrou que nosso time tem poder de superação. E haja poder para conseguir superar aquele primeiro tempo! Mas tá lá, mais três pontos na tabela e ninguém na nossa frente!

Admito, passei raiva e fiquei inconformada. Foi trombada atrás de trombada na nossa defesa, erros imbecis e Fabinho em atuação mais do que fraca, o que deixou o Willian vulnerável. Depois de tanto pedir, Alessandro treinou e acertou um belo cruzamento. Lindo, se não fosse contra e originário do gol adversário. André Santos, além de dormir, dando piti pra cobrar falta. Drible da vaca num dá, amigão!

Nos aspectos positivos, primeiro o Mano Menezes, que foi muito bem nas alterações. Arriscou colocando Diogo e, principalmente, Boquita. Alterações que fortaleceram o setor defensivo, deram consistência e  volume de jogo no meio e facilitaram a vida do ataque, já que Souza não precisou voltar tanto para conseguir a bola. O primeiro mostrou, mais uma vez, habilidade e entrosamento. Já o recém-promovido mostrou a que veio: personalidade e vontade de jogar. Pior para Lulinha, melhor para a torcida.

Não achei que Souza foi mal. Perde oportunidades, é verdade, mas foi dos que mais chamou o jogo e participou das jogadas que originaram nossos gols. Já ouvi o comentário: “Ah, mais uma vez decidimos com a bola parada” ou “Ganhamos, mas jogamos muito mal”. Para mim, isso é muito relativo. Estar bem nas bolas paradas é um ponto positivo, afinal, quem não tem cão, caça com gato. É sempre bom sabermos que podemos contar com mais essa arma pra ganhar jogo – e há um bom tempo não podíamos!

Posso estar enganada, mas tenho visto os últimos campeonatos e, em nenhum deles, o campeão jogou bonito. O negócio é saber ganhar. Hoje o time soube ganhar. Espero que saiba ser líder também, até o fim!

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Como muita gente entra aqui digitando a palavra GOLS no buscador, os gols de hoje AQUI.

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Sobre as contratações…

Não poderia ser diferente. Como tudo que envolve o Corinthians, as contratações são alvo de discórdia entre jornalistas e torcedores. Nada mais justo que procurar a opinião de que quem realmente vai lidar com o problema.

Li a entrevista que Mano deu ao Jornal da Tarde, em Itu, e me surpreendi com algumas respostas. O que mais me agradou foi a tranquilidade na forma que falou dos reforços. Assim, segue o que o Mano pensa das mais novas aquisições:

RONALDO:Nenhum treinador de time brasileiro, em sã consciência, indicaria um atleta como o Ronaldo. Imaginei que fosse mais um sonho.(…) Não tenho ideia (de como o Ronaldo vai jogar), falo de uma ideia objetiva, para o Ronaldo. Precisamos ver e sentir como vai ser o retorno dele a trabalhar com bola. Aí sim esta capacidade de definição que ele tem vai ser explorada. Nossa equipe cria muitas oportunidades e com certeza vai colocá-lo em condição de definição”.

TÚLIO E SOUZA: “Acho que precisamos evoluir com adversários mais fechados. Podemos encontrar alternativas e, na verdade, fomos buscar com a montagem do plantel. Nós temos um jogador de área agora, o Souza, e um segundo volante, o Túlio, que joga de maneira diferente do Elias. Tínhamos condição de saída forte com o Elias, mas nem sempre é possível jogar com essa saída forte”.

JORGE HENRIQUE:  “Temos agora outra alternativa de beirada de campo, que estava concentrada no Dentinho, e tínhamos dificuldade quando ele saía do time. Fomos buscar o Jorge Henrique para isso“.

JEAN:O Jean não está aqui porque jogava no Grêmio, mas porque pode jogar tanto pela direita quanto pela esquerda. Pode substituir o Chicão e o William”.

Não mencionou o Escudero, apenas. Mas nós sabemos que a qualidade dele está em conseguir variar de posição, atrás e na lateral, dando maior versatilidade ao time.

Vale a pena ler a entrevista. Aliás, vale sempre a pena procurar entender o que o treinador faz e, sobretudo, o motivo que o levou a fazer isso. As contratações são creditadas à diretoria, mas o comando está nas mãos do Mano, sem dúvida. O presidente já disse isso inúmeras vezes. Inclusive, ele diz muitas coisas muitas vezes. Seria melhor que fizesse como o Mano também, falasse menos e agisse mais.

“Não temos dúvidas sobre quem escala o Corinthians”.

Bem vindos, amigos.

Os jogadores do Corinthians reapresentaram-se hoje no Parque São Jorge. Eu, é claro, fui conferir de perto. Cheguei por volta das 15h e já pude observar um movimento intenso na entrada dos jogadores. Muitos torcedores esperavam do lado de fora. Mais gente do lado de dentro.

Carro vai, carro vem, Ronaldo chegou em um Corola discreto, sem causar grandes tumultos. André Santos chegou de vidro aberto e Douglas, de taxi. Às quatro da tarde, o time já estava lá dentro, e a torcida aguardava ansiosa por qualquer novidade que pudesse acontecer.

Soube, algum tempo depois, por meio do Dr. Osmar, que Mano Menezes iria fazer uma preleção. Atrasou por conta da demora de Jorge Henrique a chegar no Corinthians. Esse fato preocupou-me um pouco, admito. Chegar atrasado logo no primeiro dia não gera a melhor das impressões, não é mesmo?

Os portões da Fazendinha foram abertos ao público, e os jogadores foram para o campo. Mesmo com a fina garoa e o vento chato, correram, alongaram, exercitaram… foi mais de uma hora de exercícios. Normalmente, a torcida acompanharia cada movimento com atenção, não fosse o fato peculiar que acontecia do outro lado do corredor.

Ronaldo, o Fenômeno, fazia bicicleta na sala de musulação. Os torcedores, a menos de cinco metros do ídolo, separados apenas pelo vidro da sala. Foram alguns minutos especiais. Na dor, no suor, na dificuldade, nas risadas… em cada um dos momentos que esteve ali, Ronaldo teve a companhia de dezenas de fiéis que disputavam um espaço para conseguir ver o ídolo de perto. Todo mundo conseguiu. Ele permaneceu mais de hora na sala, e chegou até a sorrir para os torcedores.

Em determinado momento, deu-me uma alegria especial. Crianças extremamente felizes por estarem ali (e essas memórias são levadas para toda a vida). Repórteres de todas as televisões e rádios caminhando entre os fiéis. Jogadores empenhados e sorridentes. Uma torcida apaixonada pelo time.

Para completar a tarde, o inesperado: Mano Menezes, sempre reservado e comedido, distribuiu autógrafos e sorrisos ao final do treino. Minha expectativa para 2009 não poderia ser maior.

Por fim, posso comentar, ouvi um zumzumzum no PSJ: Escudeiro chegou, Herrera se fué e Kleber, meus amigos, está fazendo as malas!