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O preço de não ter Estádio

Eu tive de esperar algumas horas para falar desse assunto, pois estava tão irritada que não conseguia achar alguém em quem colocar a culpa, ou alguma desculpa esfarrapada para dar. Aliás, ainda não achei, talvez porque não tenha mesmo.

Nós, Corinthianos de fé, que comparecemos ao Estádio acompanhar a sofrível campanha de 2007, alguns de nós – e me incluo nessa – fomos a TODO SANTO jogo da Série B, e em treinos, apresentações, Copinha, chuva e sol, pagamos preços altíssimos nos ingressos, nos tornamos Fiéis Torcedores… e PASMEM, não poderemos presenciar os momentos que mais esperamos: os clássicos.

Como assim jogar O JOGO do campeonato lá na … naquela distância?!?! Jogar clássico no Morumbi com 10% pra nossa torcida? E não me venha com a bela atenuante de que jogaremos contra o Santos no Pacaembu. Diga-se de passagem, CEDEREMOS GENTILMENTE o tobogã para os peixes mortos no Pacaembu. Corinthians Grande, sempre Altaneiro, cade o seu Estádio???

Não vou entrar no mérito, não quero um post político. É só mais um dos meus desabafos. Com as mãos totalmente atadas, não podemos nem reclamar. Lá vamos nós, Fiel Torcida, atravessar a cidade para ser menor número, mas não menor apoio, e JAMAIS  menor amor! Lá vamos nós, Corinthianos amigos, atravessar o Estado, chegar cansados, pra comemorar a vitória mais gostosa que existe.

Enquanto isso, é bom alguém providenciar um estádio!

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Pagar caro para ver o Corinthians

Vou falar do primeiro de dois temas que estão gerando polêmica nos últimos dias: o aumento no preço dos ingressos. O outro, o patrocínio, em outro momento.

Até o final do ano passado, o Corinthiano pagava R$15,00 para frequentar os setores “populares” do Pacaembu. As arquibancadas especiais e numeradas custavam R$40,00 e R$50,00, respectivamente. Era o preço para ver o nosso timão na série B. Era o preço que resultou em uma média de público de 23.786 pessoas, com arrecadação média de R$ 474.296,84. Fazendo uma conta simples – e burra, talvez – chego facilmente à conclusão que a média de preço paga por torcedor que compareceu ao Pacaembu foi aproximadamente R$19,94.

Tomando como base os três primeiros jogos do Paulista – média de público de 16.270 e renda média 369.979,67 – o valor “per capta” seria de R$22,73. A queda no público médio, em relação à série B, foi de 31,59%, ao passo que a queda da renda foi de 21,99%.

Pressupondo que Ronaldo volte no começo de março, conforme previsto, teremos mais quatro jogos no Pacaembu (São Caetano, Santos, Ponte e Ituano) e, se Deus quiser, uma semi e uma final. Caso R9 jogue TODOS OS JOGOS e o estádio lote em todos eles, as chances de lucrar com o preço dos ingressos é enorme. Cresce ainda mais se pensarmos em utilizar o Morumbambi nos jogos finais.

Enfim, Rosemberg pede um voto de confiança e fala em ganhar muito dinheiro em bilheteria. Não vou crucificar o cara, mas tenho minhas dúvidas se vale mais o dinheiro ganho ou o torcedor no estádio. Fato é que ainda é cedo para tentar mensurar os resultados dessa ação e prever se a torcida irá, ou não, adaptar-se a esse aumento.

Como uma frequentadora de arquibancada e Fiel torcedora, admito que o aumento não atingiu o meu bolso, principalmente pelo fato de nosso desconto ter aumentado para 40%. Mas já frequentei muito a laranja e lembro bem como senti o golpe quando o preço subiu para 30 reais. Imagine para 70! Sou contra o aumento abusivo de ingresso para a Laranja. 50 reais é um preço justo.

Já quanto ao setor  VIP, sou favorável a manter o preço alto. De alguma forma devemos oferecer um serviço para a classe mais rica, já que lá também tem bastante Corinthiano. Espero, apenas, que os serviços deste setor aumentem e tornem o investimento ainda mais atrativo. Li um post legal no blog do Marcelo Lima: área VIP completa. É caro? É! Mas tem muita gente que pagaria! Apóio esse tipo de ação.

Porém, contudo, todavia…  lembro os meus queridos e fieis amigos de que nossa arquibancada de vinte reais teve lugares vazios durante a bela partida de sábado à tarde. Podem reclamar até. Mas façam o favor de ir ao estádio também.

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Em tempo, nada de vender por centos do Dentinho. E nada de atrasar salários. Fiquem calmos, parece que está tudo sob controle, por enquanto!

Reformas na Fazendinha

Há algum tempo venho pensando bastante no tema do Estádio do Corinthians. Depois de dar uma lida no blog do Cereto, fiquei com isso na cabeça. Hoje, mais do que nunca, eu acredito que algo está sendo feito, mesmo que não agrade a gregos e troianos.

Apresentaram ontem o plano de reformas da Fazendinha. Na verdade, apresentaram o quese-projeto, já que ainda não está fechado. Cada um com a sua opinião, mas eu sou TOTALMENTE a favor desta reforma. Como sócia do corinthians, espero que 70% do Parque São Jorge seja reformado: quadras, ginásios, piscinas e, PRINCIPALMENTE, a Fazendinha.

O lugar é a nossa casa. Quem despreza, não reconhece grande parte da história do Corinthians ou, no mínimo, pensa que o clube deve ser derrubado para dar lugar a algo que nos dê dinheiro. Pois bem, ficarei muito feliz de ver a Fazendinha reformada e novinha em folha.

 É claro que depende muito do custo disso tudo! Eu li por aí que seria de 10, 12 15 milhões de reais, que não saíriam dos cofres do clube, mas sim da Luso Arenas, que exploraria comercialmente o local depois de pronto para recuperar o investimento. Comprovada a licitude do dinheiro, que mal pode haver?

Falam ainda em transformar a Fazendinha em polo cultural da região, alugando o local para shows, eventos, etc… Outra iniciativa fantástica! Quanto maiores as oportunidades de estar ali no Corinthians, melhor. Nada de muito interessante acontece no Parque São Jorge no período da noite, exceto pelas peças de teatro apresentadas no auditório. Além disso, a Fazendinha está localizada em um local afastado dentro do clube, o que garante o sossego dos associados, em dias de evento.

Quanto ao uso do local para mando de jogo, não acredito que existam jogos do Corinthians “para menos de 15 mil pessoas”. De qualquer forma, será maravilhoso assistir um ou outro jogo por ali. E, quem sabe, uma reforminha aqui, outra ali, o número de lugares não cresce mais e mais.

Sobre o Pacaembu eu deixo pra falar depois. não consigo me concentrar em mais nada, apreensiva com essas informações do nosso novo patrocínio! Que Deus (ou Alá) nos ajude!